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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

5 mil euros... por 5 minutos.

Eu moro na Serra de Aire e Candeeiros e por aqui há muitas pedreiras. É realmente uma das principais indústrias da região a produção artesanal da famosa calçada portuguesa. Os artesãos são muito bem pagos, já que esta é uma arte difícil e antiga, e os clientes pagam muito bem porque a qualidade deste pavimento tem renome mundial em beleza, prestígio e qualidade.

Um dos principais empresários da região, um destes dias, tinha uma máquina avariada. É função desta máquina extraír da terra esventrada enormes blocos de calcário, branco ou azul escuro, consoante o caso. No caso presente deveria estar a fornecer 14 operários com os ditos blocos de pedra azul para eles a cortarem com o martelo quadrado em pequenos cubos de cerca de 5 cm de lado. O preço desta pedra cortada manualmente é muito superior ao do calcário branco, pelo que o empresáro estava muito preocupado com a avaria da máquina: parada dava um enorme prejuízo e iria sem dúvida nenhuma atrasar aquela encomenda para o Japão.

Veio o mecânico e montou, desmontou, tornou a montar, coçou a cabeça e disse: "não sei o que se passa, tenho de pedir ajuda ao meu chefe, para mandar cá um especialista da marca". 

O empresário soprou irritado, olhando para os 14 homens parados e para o cais de carga ainda vazio. "Então ele que venha já. O dia vai adiantado e se não resolvemos isto hoje, amanhã é mais um dia perdido". Sob a pressão dele o técnico da marca viajou mais de 50 km para chegar à pedreira ainda com luz do dia. Com ele vieram mais 3 mecânicos numa carrinha com muitas peças sobressalentes. Seria impossível que o problema ficasse por resolver. Chegou a noite, os 14 homens foram para casa sem terem feito nada, os mecânicos ligaram os projectores sobre a máquina e ficaram a trabalhar pela noite dentro.

No dia seguinte, quando os operários chegaram ainda a máquina estava parada, com 4 homens em volta, por cima e em baixo, a tentarem pô-la a funcionar devidamente. O patrão chegou e ficou muito zangado com a situação. Barafustou, falou do prejuízo de mais de 20 mil euros, da incompetência dos mecânicos. Por fim o técnico da marca que liderava as operações veio falar com o patrão.

"Olhe, passámos aqui toda a noite e não conseguimos resolver o problema. Fizémos tudo o que podíamos fazer. Acho que, nestas circunstâncias só nos resta desistir e chamar o Sr. Avelino". 

"E quem é esse Avelino?" Perguntou o patrão. O técnico respondeu: " é a pessoa que mais sabe destes sistemas electrónicos e hidráulicos. Se ele não souber... ninguém sabe." "Chame lá o homem então!" Ordenou o patrão.

Passadas que foram duas horas, o meio dia a proximar-se, os 14 homens parados, os mecânicos, o técnico e o patrão sentados em cima de umas pedras, chegou o Sr. Avelino num carro a cair de velho. Aproximou-se do grupo que se levantou de um pulo e perguntou o que se passava. O fato-macaco velho e uma maleta de ferramentas que mais parecia a mala surrada de um médico, chamaram a atenção do patrão que o cumprimentou desconfiado.

Sem dizer mais nada, foi até à máquina, desaparafusou uns parafusos, soltou uma tampa, pegou no martelo e deu três pancadas secas em alguma coisa. Fechou a tampa e mandou operar a máquina. Parecia milagre. Ficou a funcionar como nova e todos puderam voltar ao trabalho.

O patrão agradecido perguntou quanto era e o Sr Avelino respondeu: 5 mil euros, estendeu-lhe uma factura e dirigiu-se para a carripana velha onde tinha vindo.

"Espere, espere!" gritou o patrão. "por favor tome esta factura e envie uma outra detalhada, para ver se eu percebo como é que a conta é tão elevada! Você não esteve aqui nem 5 minutos e deu três marteladas!!"

O Sr Avelino respondeu: "Tudo bem aqui vai a descriminação: três marteladas: 1 Euro, saber onde e como bater: 4999 euros".



terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Frasco de Maionese

Um professor de filosofia iniciou a aula em silêncio, colocando alguns objectos em cima da secretária à sua frente. Como não dizia nada, os alunos começaram a mexer-se nas cadeiras, primeiro, depois a cochichar uns com os outros. Todos se calaram quando ele começou a encher um grande frasco de vidro com um determinado número de bolas de golfe, até ficar cheio.

Depois perguntou à turma: “O frasco está cheio?” e todos concordaram que sim, o frasco estava cheio, nem mais uma bola de golfe lá caberia. 

O professor então pegou num saquinho de seixos pequenos e despejou-o dentro do frasco. Os seixos rebolaram pelos espaços entre as bolas de golfe e assim o professor despejou o saquinho.

Em seguinda perguntou à turma: “O frasco está cheio?” e os alunos, agora mais atentos, responderam que sim, que agora estava cheio. 

Sem dizer uma palavra, pegou num saquinho com areia e começou a despejá-la dentro do frasco. À medida que os grãzinhos se infiltravam nos espaços livres deixados pelas bolas de golfe e pelos seixos, alguns alunos começavam a rir-se, divertidos, a ver onde aquilo iria chegar. Não poderia ir muito mais longe, afinal quantas mais coisas se poderiam enfiar naquele frasco de vidro? Quando terminou de despejar toda a areia, o professor perguntou de novo: “O frasco está cheio?” e todos concordaram que, antes realmente não estava, mas agora está, definitivamente cheio. 

Então o professor emitiu um sorriso rasgado e retirou duas chávenas de café de debaixo da secretária e começou a despejá-las para dentro do frasco. Os alunos começaram todos a rir, não só da esperteza do professor, mas também da própria ignorância, como se tivessem sido apanhados numa partida. O café escorreu das chávenas até à última gota, preenchendo os espaços deixados livres pela areia. 

“Agora”, disse o professor, “gostaria de comparar o frasco com a vossa vida. As bolas de golfe são as coisas mais importantes para vocês: A saúde, a família, o dinheiro, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São as coisas que, mesmo que o resto desaparecesse, a vossa vida ainda assim seria completa.

Os seixos são as outras coisas de muita importância nas vossas vidas, como a casa, o carro ou o emprego.

A areia representa tudo o resto. As coisas pequenas, os pequenos caprichos, as preguiças de fim de semana, os passeios, a comida e a bebida, enfim, o que para cada um fôr pouco importante. 

Quem entendeu esta lição?”-alguns alunos levantaram a mão e, a um sinal do professor, um deles respondeu: 

“Isto significa que, se fizermos primeiro as coisas mais importantes, teremos tempo para fazer tudo o que precisamos.” 

“Muito bem”, atalhou o professor, “mas não só isso! O facto é que se colocares primeiro a areia no frasco, os seixos já não caberão. E se colocares primeiro os seixos, as bolas de golfe já não caberão. Ou seja, se gastares a maior parte do teu tempo e da tua energia com a areia, não podes esperar possuir também as bolas de golfe e, aos poucos, a tua vida deixa de fazer sentido. Presta atenção às coisas que são críticas para a tua felicidade e coloca-as à frente de tudo, em tempo e importância. Brinca com os teus filhos, dá um mimo à tua mãe, ou à tua esposa ou esposo conversa com o teu pai e o teu filho pequenino, toma conta de ti, do teu bem.estar e da tua saúde física, mental e financeira.” 

Um dos alunos então, levantou a mão e perguntou: “Então e as chávenas de café?”

O professor sorriu “ainda bem que há alguém atento na sala!” e respondeu:

“As chávenas de café são somente para mostrar que, por muito cheia que a tua vida possa parecer... há sempre tempo para um cafezinho e dois dedos de conversa com o teu melhor amigo”.


Rui Gabriel, http://ziglo.blogspot.com